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Bairros com mais assaltos a ciclistas na Grande Vitória

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Polícia

Bairros com mais assaltos a ciclistas na Grande Vitória


A morte do ciclista e analista de sistemas Carlos Renato Ferreira de Souza, 46 anos, na noite da última terça-feira (14), reacendeu uma antiga discussão sobre insegurança nas ruas para quem usa bicicletas, seja a passeio, a trabalho ou como esporte. Cobrando providências, ciclistas apontaram 10 bairros com mais ataques de criminosos.

Segundo o presidente da Federação Espírito-Santense de Ciclismo, Sandro de Oliveira, roubos e furtos de bicicletas na Grande Vitória são comuns, mas não há dados oficiais (números) sobre esses crimes.

Mesmo assim, ele revelou que vários pontos são conhecidos pela quantidade de abordagens a ciclistas. “Na Curva da Jurema e na Enseada do Suá, na região atrás do Shopping Vitória, por exemplo, há vários registros de ciclistas que tiveram as bicicletas roubadas. É um local que evitamos passar.”

Ciclistas à espera do ônibus do Bike GV, em Vitória. (Foto: Beto Morais/AT)
Ciclistas à espera do ônibus do Bike GV, em Vitória. (Foto: Beto Morais/AT)

Sandro ainda ressaltou que, no caso de atletas, têm sido muito comum os assaltos na região do contorno de Guarapari, na altura de Setiba. “O que tem acontecido na região são bandidos que entram na frente dos ciclistas, levando bicicletas e celulares deles.”

Na Serra, ele pontuou alguns locais, como as avenidas Audifax Barcelos e Talma Rodrigues Ribeiro, na altura de Feu Rosa.

Oliveira ressaltou que, para evitar esses crimes, ciclistas também têm de tomar alguns cuidados, como andar em grupos e em locais bem iluminados, além de não pedalar com fones de ouvidos.

Nas ruas, não é difícil encontrar quem já teve a bicicleta roubada por criminosos ou conhece alguém que foi assaltado.

No ponto de ônibus do BikeGV, na Praia de Santa Helena, em Vitória, o militar Henny Nery, 27, contou que, há cerca de um mês, um ciclista foi assaltado no local enquanto aguardava o coletivo. “Era por volta das 6 horas e o bandido tinha em mãos um punhal.”

Sandro de Oliveira enfatizou que, ainda mais comum que casos de roubos a ciclistas, em alguns bairros o que chama a atenção é o número de furtos e arrombamentos. “Jardim da Penha, por exemplo, é um dos bairros com maior número de casos. Na maioria das vezes, são praticados por usuários de drogas, que não se importam com o valor das bicicletas. Eles trocam por quantias baixas.”

Os 10 locais mais perigosos para a prática do ciclismo

Vitória

  1. Curva da Jurema: orla
  2.  Enseada do Suá: principalmente atrás do Shopping Vitória
  3. Região da Ilha do Príncipe: Cinco Pontes e redondeza
  4.  Bairro Grande Vitória, região de São Pedro: na rodovia Serafim Derenzi

Vila Velha

      5. Grande Terra Vermelha: na rodovia do Sol

Serra

      6. Feu rosa: Avenida Talma Rodrigues Ribeiro, entrada do bairro
      7. Residencial Centro da Serra a Jacaraípe: Av. Audifax Barcelos

Cariacica 

     8. Nova Rosa da Penha: na rodovia do Contorno
     9. Porto de Santana: orla, na altura do bairro

Guarapari
    10. Contorno de Guarapari: próximo a Setiba

Fonte: Federação Espírito-Santense de Ciclismo e ciclistas consultados

Lei para prevenir roubo de bicicleta

Presidente da Federação de Ciclismo, Sandro de Oliveira, desde 2006 tenta aprovação de projeto (Foto: Francine Spinassé)
Presidente da Federação de Ciclismo, Sandro de Oliveira, desde 2006 tenta aprovação de projeto (Foto: Francine Spinassé)
Entre as medidas defendidas por ciclistas para melhorar a segurança está a aprovação de uma lei que cria um sistema de prevenção ao roubo e comércio ilegal de bicicletas.

O presidente da Federação Espírito-Santense de Ciclismo, Sandro de Oliveira, afirmou, que, desde 2006, há uma tentativa de aprovar o projeto, semelhante ao que já está em vigor no Rio de Janeiro.

Entre os pontos, ele explicou que o sistema iria abranger a identificação das bicicletas, com o objetivo de reduzir furtos e receptações. “Muitos ciclistas, depois do roubo, têm as bicicletas recuperadas pela polícia, mas não conseguem tê-la de volta por não possuir registro ou nota fiscal.”

Ele reforçou que outro ponto previsto seria a criação de registros de ocorrências que envolvam bicicletas. “Hoje, esses casos não são notificados especificamente, por isso não é possível criar políticas públicas para evitar que ocorram.”

Mais um ponto, segundo ele, é o aumento de campanhas educativas para motoristas e ciclistas para que haja maior respeito e uma conscientização do uso dos espaços e regras.

Aplicativo é usado para recuperar bens roubados

Um aplicativo, batizado de Bike Registrada, é usado por ciclistas como precaução a roubos e furtos, além de auxiliar na recuperação de bicicletas. No Estado, já há 7.923 registrados.

No banco de dados, atualizado em tempo real, consta que 279 foram roubadas e 65 recuperadas no Estado, segundo o cofundador do Bike Registrada, Alexandre Ramos.

A Prefeitura de Vitória informou que o aplicativo, implantado na capital em 2017, possui 2.428 usuários registrados. Até o momento, 105 bicicletas tiveram roubos registrados pelo aplicativo e 28 foram recuperadas.

Por meio de nota, a prefeitura disse que o aplicativo permite que qualquer pessoa registre sua bike. “O aplicativo funciona com um banco de dados que possibilita evitar o comércio de bicicletas roubadas, uma vez que cada bike cadastrada conta com um chassi que permite confirmar a procedência. Além disso, auxilia Guarda Municipal e polícias Militar e Civil a encontrar proprietários de bicicletas roubadas que foram apreendidas”.

Qualquer proprietário de bicicleta pode fazer o registro gratuitamente no aplicativo pelo site www.bikeregistrada.com.br.

Melhorias

Um grupo de ciclistas pediu melhorias na segurança e mais ônibus da linha do ônibus do Bike GV. Nesta quinta (16), muitos vão participar do protesto contra a violência às 19h30, em direção à ponte Florentino Avidos, onde Carlos Renato de Souza foi assassinado.

A Ceturb-ES informou que já acrescentou horários para as viagens do Bike GV e estuda o aumento da frota.

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