Cães são abandonados para morrer de fome e sede em ilha de Vitória

Os cães estão sendo alimentados, de forma voluntária, por pescadores na região. Foto: Divulgação

A crueldade contra os animais parece não ter limite para algumas pessoas. Nesta semana, um grupo de proteção aos animais denunciou – nas redes sociais – que cães estão sendo abandonados na Ilha Dr. Américo de Oliveira, popularmente conhecida como Ilha da Pólvora, próximo ao bairro Santo Antônio, em Vitória. Abandonados na região, os animais acabam condenados a morrer de fome e sede, já que não há habitantes na região.

Mais de vinte animais vivem na ilha. Foto: Divulgação

Atualmente, 22 cachorros – sendo duas fêmeas – “moram” na ilha. Expostos ao sol e chuva, proteção ou cuidados básicos os animais são ajudados por pescadores, que levam restos de comida e carne para que eles não morram. O auxílio, entretanto, é apenas um paliativo para uma situação delicada.

A triste situação dos cachorros foi divulgada nas redes sociais e causou a revolta dos internautas.

Esta não é a primeira vez que cães abandonados são encontrados na Ilha da Pólvora. Em abril deste ano, a apresentadora Débora Moraes, do Programa “Ronda Geral” da TV Tribuna, esteve no local com exclusividade e mostrou a triste situação dos animais.

“Tem anos que isso acontece. O pessoal não quer os animais aqui, levam lá para a ilha e, como eles não tem como voltar, acabam ficando lá com fome e sede”, contou o pescador Hélio de Oliveira, à época.

Procurado pela reportagem de A Tribuna, o subsecretário de qualidade ambiental e bem-estar animal, Ademir Barbosa Filho, contou que a Prefeitura de Vitória só teve conhecimento do caso esta semana e que o município se responsabilizará pela castração os animais.

“Depois, eles serão levados para abrigos e para adoção. Com nossos barcos, vamos apoiar a logística de resgate”, prometeu o subsecretário.

Apoio de voluntários

Para tentar resolver a situação destes cachorros, o Grupo de Apoio à Proteção Animal (Grappa) está recrutando voluntários para fazer o resgate destes animais e também para que eles possam ser cuidados. Através de sua página na internet (www.facebook.com/grappa.es), o Grupo pede a colaboração de empresas e órgãos públicos que possam fazer a doação de alimentos e insumos para o sustento dos animais, nos abrigos que eles venham a ser encaminhados.

O grupo pede ainda que o Poder Público adote uma providência para proibir a entrada ou despejo de novos animais na ilha.

 

Weslei Radavelli, com informações de Lucas Rezende

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