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Nasi em versão brasileira dos Beatles

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Nasi em versão brasileira dos Beatles


Foi aos 7 anos, após contrair uma hepatite, que o cantor, compositor e produtor musical Nasi, do Ira!, iniciou sua relação com o rock. Isolado em seu quarto por 2 meses, ouvia na vitrolinha que acabara de ganhar seus primeiros compactos.

"Não sou uma pessoa que pensa em inglês, então a interpretação em português para mim é mais emocionante”, afirmou Nasi (Foto: Marcelo Rossi/Divulgação)
"Não sou uma pessoa que pensa em inglês, então a interpretação em português para mim é mais emocionante”, afirmou Nasi (Foto: Marcelo Rossi/Divulgação)

“Com ela, vieram discos de história infantil, dos Beatles e da Jovem Guarda. Foi aí que comecei a escutar Renato e Seus Blue Caps, Os Carbonos, e depois passei a ser um garoto que colecionava discos e me juntei a pessoas que gostavam de rock”, conta ao AT2.

Leia Mais: Sorteio de ingressos para show de Clube Big Beatles e Nasi em Vitória

E é com essas lembranças que o paulista canta com o Clube Big Beatles amanhã, levando ao palco versões em português do quarteto de Liverpool que foram criadas por artistas da Jovem Guarda.

Estão confirmadas “Meu Bem” (Ronnie Von), versão para “Girl”, “Menina Linda” (Renato e Seus Blue Caps), releitura para “I Should Have Known Better”, e “Não Quero Mais Andar Na Contramão” (Raul Seixas), versão de “No No Song”, do Ringo Starr.

“Não sou uma pessoa que pensa em inglês, então a interpretação em português para mim é mais emocionante, porque estou trabalhando com a palavra e o sentido dela dentro de mim”.

Veja a entrevista exclusiva com Nasi

AT2: Conheceu o projeto Sócio de Carteirinha através do George Israel e quase 10 anos depois volta para dividir o palco com Clube Big Beatles. Estava com saudade?
Nasi: Estava sim, cara, porque o projeto deles cresceu muito, inclusive fora do Brasil. E essa programação que estão fazendo agora com artistas de gêneros musicais diferentes é muito bacana. Acho legal. Primeiro, quem ganha com isso é o público e você pode agradar e chamar várias tribos.

E também porque reforça a universalidade do som dos Beatles. Eles extrapolaram essa coisa de banda de rock. Os Beatles são responsáveis por elevar o rock a um status de arte, na minha opinião. Não só em termos de letras. A sonoridade deles é algo que pode ser interpretado em vários gêneros.

AT2: Costuma cantar Beatles nos seus shows?
Nasi: O Ira! gravou uma versão dos Beatles. “Você Ainda Pode Sonhar”, em português, que o Raul Seixas fez para “Lucy In The Sky With Diamonds”. Ela chegou a ser single com o Ira! nos anos 1990. Mas faz algum tempo que ela saiu do repertório.

Às vezes, a gente toca “Slow Down”, porque tem essa referência do Jam, que é uma banda muito influenciada por Beatles.

O show do Ira! é basicamente autoral. Mas o rock clássico inglês está em nossas veias.

AT2: Lembra qual foi o primeiro disco que ouviu deles?
Nasi:  Agora você me pegou! (Risos) Acho que eram os primeiros discos, “She Loves You” e “I Saw Her Standing There”, bem na onda mesmo da inocência deles. Isso foi em 1969. Os Beatles estavam praticamente acabando. Comecei ouvindo a fase mais ingênua dos Beatles, para depois, adulto, curtir a fase mais cabeça da banda.

AT2: É um beatlemaníaco?
Nasi: Sinceramente, não sou exatamente um beatlemaníaco. Gosto tanto dos Beatles quanto do Rolling Stones. O último disco que comprei dos Beatles foi “Let It Be... Naked (Remastered)”.

AT2: O que mais te encantou no trabalho dos Beatles?
Nasi:  Uma coisa que é uma referência para o Ira!: as vocalizações. Essas aberturas de vozes que eles têm usando terças, quintas. É muito a cara do Ira! Curto bastante. Nesse ponto, o Ira! é bem particular no rock nacional. Poucas pessoas no rock brasileiro têm essa coisa de ter duos vocais. Não é backing vocal. Eu e Edgard cantamos de uma forma influenciada pelos Beatles.

Nasi: “Projeto reforça a universalidade do som dos Beatles” (Foto: Marcelo Rossi/Divulgação)
Nasi: “Projeto reforça a universalidade do som dos Beatles” (Foto: Marcelo Rossi/Divulgação)
AT2: Hoje, você roda o Brasil com o show “Ira! Folk”, mais intimista, com poucos instrumentos. Esse show tem a mesma pegada do acústico MTV?
Nasi: É um show acústico, mas completamente diferente. No acústico do Ira!, a gente trabalhava com uma banda de nove músicos. Não eletrificamos nada. Mas é uma massa sonora muito grande.

Esse show do Ira! é mais delicado. Apesar de a gente usar o termo “intimista”. É emocionante, pois a gente lida mais com os silêncios. São dois instrumentos basicamente: voz e violão. Os detalhes das melodias do Ira!, das harmonias, ficam mais nítidos.

Geralmente, fazemos em teatro, com as pessoas sentadas, acaba sendo um show muito vibrante.

AT2: No ano passado, foi lançado o documentário “Você Não Sabe Quem Eu Sou”, que traz a sua trajetória. Como foi?
Nasi:  Esse projeto não partiu de mim. Foi fruto da biografia que o Mauro Beting e Alexandre Petillo escreveram, “A Ira de Nasi”. Tanto que o Alexandre é um dos diretores. Ele aproveitou muito aquele momento. O documentário começou a ser gravado lá por 2010, 2009, depois eles pararam. Pensei que não ia sair.

Foi uma coisa engraçada, porque, quando eles começaram a fazer o documentário, parecia que o Ira! tinha acabado para sempre. Teve uma evolução muito grande de toda a história, algo que nem na minha biografia tem. Minha biografia acaba quando o Ira! não tinha voltado ainda.

SERVIÇO:

Projeto Sócio de Carteirinha 2019
O quê: Show da banda Clube Big Beatles com participação de Nasi (SP)
Quando: Amanhã, às 21h
Onde: Teatro da Ufes, em Goiabeiras, Vitória
Ingressos: R$ 25,00 (meia)
Venda: Óticas Paris (Praia do Canto, Jardim da Penha e Shopping Vila Velha), Cine Jardins (bilheteria) e na bilheteria do Teatro da Ufes ou pelo tudus.com.br
Classificação: Livre
Informações: 3335-2953 e 99943-8246
Apoio: Rede Tribuna


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