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sexta-feira 20 janeiro 2017
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Roraima e Amazonas pedem a presença da Força Nacional

A governadora Suely Campos (PP) de Roraima pediu nesta segunda-feira (9) o envio da Força Nacional à Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, onde ocorreu a morte de 30 presidiários na sexta-feira (6).

Em ofício enviado ao presidente Michel Temer e ao Ministério da Justiça, a governadora pede o envio de 100 agentes da Força Nacional. Ela cita a morte de 33 presos mortos no massacre no texto. Até o momento, o governo não associava claramente os dois corpos achados enterrados no sábado (7) com o massacre.

A governadora destaca que a integridade física dos presos é “prioridade imediata” e pede ainda o envio de integrantes da Força de Intervenção Penitenciária Integrada ao estado em caráter de urgência, admitindo que o efetivo da Polícia Militar não é suficiente para garantir a segurança da unidade.

Além disso, Suely pede dinheiro para terminar a obra da Penitenciária de Rorainópolis, que está abandonada há vários anos, e comprar equipamentos para agentes penitenciários. A penitenciária é anexa à Cadeia Pública de Boa Vista.

Se o governo acolher o pedido, os agentes devem ficar por 60 dias no estado. “Esperamos que este pedido seja atendido”, declarou o titular da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), Uziel Castro.

O Ministério da Justiça liberou R4 44 milhões para a construção de um presídio de segurança máxima em Roraima.

No domingo (8), o governo do Amazonas também pediu ao Ministério da Justiça da Força Nacional para enfrentar a crise no sistema penitenciário. O pedido também foi feito por meio de ofício enviado pelo governador José Melo ao ministro Alexandre de Moraes.

Segundo o Ministério da Justiça e Cidadania, o ministro já autorizou ajuda federal para área de segurança aos estados do Amazonas, Rondônia e Mato Grosso. O efetivo da Força Nacional vai auxiliar as forças policiais locais a controlar a situação nos estabelecimentos penitenciários de Manaus.

Na madrugada de domingo, quatro detentos foram mortos na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa. Outros 59 detentos morreram no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e no Instituto Penal Antônio Penal (Ipat). No ofício, o governador afirma que o tumulto e as mortes foram determinantes para que solicitasse o apoio federal. “O trabalho que está sendo feito desde o dia 1º de janeiro, não só no sistema prisional em si, mas na busca incessante de captura de foragidos e no aumento do policiamento investigativo e ostensivo nas ruas de Manaus e no interior do Estado, está levando os envolvidos (Polícia Militar, Civil, Secretaria de Segurança Pública e inteligência) a limites preocupantes, do ponto de vista físico e psicológico”, ressalta o governador em trecho do ofício.

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