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domingo 19 novembro 2017
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“Tudo leva a crer que ela está morta”, diz secretário sobre Thayná

André Garcia

André Garcia foi cauteloso: “A perícia ainda não foi concluída, portanto a identificação ainda não está definida”. Foto: Kadidja Fernandes

Para o secretário de Estado da Segurança Pública, André Garcia, tudo leva a crer que a menina Thayná Andressa de Jesus Prado está morta e que a ossada encontrada em Viana é dela.

Em entrevista concedida na redação de A Tribuna, Garcia disse ainda que as investigações continuam para descobrir se Ademir Lucio Ferreira de Araújo abusou de outras menores.

A Tribuna – Num vídeo gravado por policiais, Ademir disse que o corpo de Thayná ficou na lagoa em Viana, mas não deixou claro o que aconteceu. Na visão do senhor, a menina morreu?

André Garcia – Não há algo que aponte para outro caminho se não o fato de ele ter matado a Thayná. Deus queira que eu esteja errado, que meu instinto esteja equivocado, mas o perfil dele – e isso a investigação vai apontar –, não me deixa muita esperança.

Então tudo leva a crer que Thayná está morta?

Tudo leva a crer. Mas repito, a perícia ainda não foi concluída, portanto a identificação ainda não está definida.

Em que ponto está o andamento do exame de DNA da ossada encontrada em Viana?

Prioridade máxima. Precisamos do material da mãe, que foi coletado hoje (segunda-feira, 13). Mas Ademir é o principal suspeito.

Como o senhor analisa a estratégia de fuga para o Rio Grande Sul, onde ele tinha uma ficha criminal com 20 ocorrências?

Inicialmente, tínhamos três opções: Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O que mais me preocupou foi o fato de ele ter ido para lá – que seria uma escolha óbvia – com a intenção de transpor as fronteiras do País e fugir.

A apreensão dos documentos dele na pensão no Sul facilitou os trabalhos?

A apreensão do cartão do banco e dos documentos dificultou a fuga dele. Por isso, inclusive, que ele estava sem comer. Ele estava comendo num sopão.

A polícia acredita que ele contou com ajuda para fugir?

Não. Ele estava abandonado. Até parentes têm medo dele.

Ele conhecia bem o Rio Grande do Sul, o que poderia facilitar a fuga do País. Há quanto tempo chegou a informação de que ele estava lá?

Há mais de duas semanas.

Ele foi para o Sul como?

É isso que a gente quer saber.

É o pior caso de morte de adolescente na história policial do Espírito Santo?

É certamente o que mais causou comoção na história recente.

Há um padrão de atendimento de casos de desaparecimento. Com o caso da Thayná, haverá alguma mudança?

Todos os casos são olhados com cuidado. Quando envolve criança, há mais comoção. Eu fiquei sabendo logo (do caso Thayná). E antes mesmo do protocolo de 48h para as buscas, a polícia já levantava informações, mapeando imagens.

Há indícios de que ele tenha cometido outros estupros?

É o que estamos levantando para ver se casa como o perfil dele. Acredito que tenha. O cara que comete dois estupros em pouco tempo, não fez isso essas únicas vezes.

O final da história é esse, porque as coisas fugiram do controle do Ademir?

Muito difícil. Ele já tinha cometido um estupro de forma violenta. Não acho que tenham fugido do controle dele. É de índole, mentalidade perversa. Como diz que cometeu um erro, se três dias depois de estuprar uma, estupra outra?

Em casos como esse, o senhor defende leis mais severas?

As leis deveriam ser mais duras, com menos possibilidades de recurso e mais rigor nas progressões de pena. Além disso, precisamos de mais tempo de cumprimento de pena para esses indivíduos.




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