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domingo 17 dezembro 2017
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Chuvas em Minas Gerais deixam Rio Doce mais cheio em Linhares

Volume de água no Rio Doce aumenta com chegada da chuva na cabeceira do manancial, em Minas Gerais

Foto: Wilton Junior

LINHARES – As chuvas intensas na cabeceira do Rio Doce, em Minas Gerais, mudaram a paisagem no leito do principal manancial da região Norte do Estado. No cais do porto, no Centro de Linhares, já é possível notar a diferença do nível do rio em relação ao final do mês de setembro, quando os bancos de areia e uma vegetação rala sobre eles eram bastante visíveis.

Agora, o Rio Doce está bem mais volumoso e com as águas de cor alaranjada, devido aos resíduos de minério de ferro que continuam a poluir o manancial, desde o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). Ontem, a régua do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) apontava que o rio estava a 2,70 metros, acima do nível mínimo. No final do mês de setembro, a régua mostrava apenas 22 centímetros, registro considerado o menor, desde o início do ano.

No final de setembro a estiagem havia reduzido o volume de água, chegando ao nível mais baixo desde o início do ano.

No final de setembro a estiagem havia reduzido o volume de água, chegando ao nível mais baixo desde o início do ano. Foto: Wilton Junior

“Devido as chuvas na calha do rio, principalmente em municípios mineiros, já é possível considerar prováveis enchentes no Baixo Rio Doce, principalmente na foz do manancial, entre os distritos de Povoação e Regência. Essa situação já começou a ser monitorada pela Proteção de Defesa Civil Municipal”, destacou o coordenador do órgão em Linhares, Antônio Carlos dos Santos.

Ele lembrou que a cota de alerta para inundação é de aproximadamente 3,70 metros, mas afirmou que a Defesa Civil já mantém um esquema especial de plantão e vistoria das áreas de risco. O coordenador disse também que uma equipe já está 24 horas de prontidão para atender a qualquer demanda da população. O morador pode acionar o plantão, através do telefone (27) 99983-5661.

“Sendo constatado algum risco geológico ou estrutural, o morador deve entrar em contato imediatamente com a Defesa Civil para uma avaliação técnica do local. Estamos de prontidão para atender possíveis ocorrências, visando minimizar os impactos causados por essas condições meteorológicas adversas”, disse o coordenador.

Antônio Carlos ressaltou que, em situações de emergência ou calamidade, a Defesa Civil atuará na retirada das pessoas da área atingida, proporcionando segurança e assistência necessária aos ribeirinhos.

 

Reportagem de Wilton Junior




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