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terça-feira 19 setembro 2017
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Delegado alerta para ataques de pedófilos

Delegado Lorenzo Pazolini

Foto: Rodrigo Gavini

As férias são período de descanso escolar para as crianças, mas os pais não podem descansar no cuidado com filhos, principalmente nas redes sociais. Esse é o alerta do titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegado Lorenzo Pazolini.

De acordo com o delegado, no período de férias escolares, tanto em julho quanto no fim e início do ano, o risco das crianças e adolescentes serem vítimas de pedófilos aumenta, principalmente na internet.

“Durante as férias escolares, as crianças ficam mais ociosas e os pais, geralmente, continuam trabalhando. É quando eles ficam por conta de um irmão mais velho, de parentes ou na rua; ou ainda, passam mais tempo na internet sem supervisão dos pais”, destacou.

Segundo ele, o perigo está em deixar a criança sem supervisão e monitoramento. “Pela curiosidade, pertinente das crianças e adolescentes, eles sentem mais liberdade de acessar sites que os pais acabam não deixando. Isso os tornam suscetíveis à ação dos abusadores, ficam mais vulneráveis.”

Mas o perigo não é apenas para aquelas crianças que estão no mundo virtual. Pazolini lembrou ainda que nas férias muitas crianças ficam na rua e acabam sendo assediadas por desconhecidos ou até mesmo pessoas que as conhecem, que são próximas da família.

“Por isso, é fundamental que os pais redobrem a atenção e orientem seus filhos. É preciso conversar e observar sempre as crianças e os adolescentes.”

Segundo o delegado, mudanças de comportamento repentinas podem ser sinal de abuso. “Alteração na alimentação, no sono com pesadelos constantes, desinteresse pelas coisas que antes interessavam são alguns dos sinais de que a criança pode estar sendo abusada, tanto na internet quanto fora dela.”

Pazolini contou que geralmente há um engano na classificação, e explicou que a maioria dos abusadores não são pedófilos.

“A pedofilia é um transtorno, e o que chama a atenção é que apenas 3% dos criminosos que são pegos por abusar sexualmente de crianças são classificados pela psiquiatria como pedófilos. Pela lei, a maioria são criminosos e julgados por estupro de vulnerável.”

A reportagem completa você lê na edição deste domingo (16) do jornal A Tribuna.

Reportagem: Lorrany Martins




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