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segunda-feira 20 novembro 2017
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Dilma fala em perdoar quem bateu panela e não descarta candidatura

Presidente afastada Dilma Rousseff. Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) minimizou as críticas feitas à aproximação do PT com políticos do PMDB para as eleições de 2018. Em entrevista à Deutsche Welle, nesta segunda-feira (13), em Berlim, a petista disse não achar “que perdoar golpista é perdoar o PMDB e o PSDB”.

“Acho que perdoar golpista é perdoar aquela pessoa que bateu panela achando que estava salvando o Brasil, e que depois se deu conta de que não estava”, afirmou. “Uma hora nós vamos ter que nos reencontrar. Uma parte do Brasil se equivocou. Agora isso não significa perdão àqueles que planejaram e executaram o golpe. Você tem uma porção de pessoas que foram às ruas e que estavam completamente equivocadas. Mas você não vai chegar para elas e falar ‘nós vamos te perseguir’. Precisamos criar um clima de reencontro, entende? Não vai ser um clima vingativo, não pode ser isso.”

Sobre as alianças que o PT tem costurado com políticos do PMDB, que, em sua maioria, apoiou o impeachment, Dilma disse que “dificilmente nós faremos aliança com o PMDB em nível nacional. Mas você vai falar que não pode fazer aliança com o [senador Roberto] Requião? O Requião é do PMDB, e uma pessoa que combateu o golpe. Você não vai fazer uma aliança com a Kátia Abreu? Ela foi outra que combateu o golpe.”

Questionada especificamente sobre o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que tem se aproximado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Dilma disse que ele “não trabalhou a favor do golpe”.
A ex-presidente disse não descartar uma candidatura a cargo eletivo. “Não descarto, mas ainda não pensei de maneira séria sobre o assunto. No Brasil, se eu falar que não vou me candidatar e depois mudar de ideia, vou ter que dar um chá de explicações. Contemplo a possibilidade para não ter que dar explicação.”

Dilma criticou ainda alguns presidenciáveis, como o prefeito de São Paulo, João Doria, e o apresentador Luciano Huck. “Com o impeachment o PSDB acabou, sumiu. O que os conservadores conseguiram produzir? Produziram a extrema direita, o MBL [Movimento Brasil Livre] e o [Jair] Bolsonaro. E o que ainda é novo no Brasil? O gestor incompetente, tipo o Trump? O João Doria? Ou você deseja a política de animação de auditório como política social, que é o Luciano Huck? Isso é o novo?”.

 

Folhapress




  • One thought on “Dilma fala em perdoar quem bateu panela e não descarta candidatura

    1. Paulo Semblano

      E quando vão devolver o que saquearam do erário?
      E quando vão devolver o que investiram em obras pelo BNDES no exterior, principalmente em países socialistas?
      Esta seria a melhor forma de perdão!
      Utilizaram do mesmo artifício secular da política brasileira, com farta distribuição de benefícios sociais que não tiram o cidadão brasileiro da miséria porque foi feito para manter esta condição.

      responder

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