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terça-feira 22 agosto 2017
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Flu segue modelo do Fla para profissionalizar o clube

Richarlison foi negociado por cerca de R$ 46 milhões para aliviar o caixa do clube. Foto: Nelson Perez/Fluminense/Divulgação

Com dívidas na casa dos R$ 430 milhões, o Fluminense entendeu que o primeiro passo para se reequilibrar é profissionalizar integralmente a gestão do clube.
Após um diagnóstico de uma das maiores empresas de consultoria do mundo, ficou decidido que o clube passará a ter gerentes e diretores remunerados em todas as áreas.
Clube que abraçou causas comuns nos últimos anos, o Flamengo é uma fonte de inspiração para este novo modelo.
“Essa empresa trabalhou no COB, CBF, Fla e está no Flu. Acredito que os conceitos sejam o mesmo. Nossa proposta é que os vices e conselheiros sobem para um conselho, não para serem executivos do dia a dia. O diagnóstico da consultoria mostrou que o clube não estava normal. O clube está num caminho de profissionalização e de ter exposição positiva”, disse Marcus Vinicius Freire, novo CEO do Flu.
A vinda de Freire já é uma sinalização de uma mudança de rumo nas Laranjeiras. Executivo do COB durante anos, foi um dos responsáveis por implementar novas políticas à frente da entidade que gere o esporte olímpico brasileiro. Junto com ele chegou Eduardo Paez Guimarães, que cuidará da reestruturação financeira.
Com a nova configuração, os vice-presidentes estatutários passam a ter menos poder concentrado em mãos. O novo organograma contempla uma parte importante para o torcedor: Maracanã, Laranjeiras e o estádio próprio. A nova configuração proposta fez com que uma nova gerência específica para a área fosse criada.
“A viabilização do estádio próprio é uma das metas. Já fiz três reuniões em dez dias, com todas as entidades que precisamos tratar”, garantiu o CEO.
No mundo ideal, o sonho é que todas as áreas torne-se auto-sustentáveis, e não tenham mais de beber na fonte de outros recursos. Para tanto, os esportes olímpicos também serão geridos por um diretor. A tendência é que até segunda-feira um ex-atleta olímpico seja nomeado para o cargo.
Alheio aos movimentos dos bastidores das Laranjeiras, o grupo do Fluminense retoma os treinos no CT. Na segunda-feira, o Flu encara o Santos, às 20h, no Pacaembu, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro.

Dinheiro da venda de Richarlison alivia caixa do Fluminense

Após alguns dias de espera, o Fluminense, enfim, recebeu a primeira parcela do dinheiro referente à venda do atacante Richarlison para o Watford, do Reino Unido.
Negociado por cerca de R$ 46 milhões, o jogador renderá 50% deste valor aos cofres tricolores. Nesta sexta-feira (11), a primeira metade foi depositada na conta do Fluminense. Com este alívio no caixa, o clube das Laranjeiras espera saldar dívidas com o elenco e em outros departamentos. Com os jogadores, há dívidas referentes aos direitos de imagem e premiações.
“Nossa preocupação é pagar o time, o Samorim, Xerém e os funcionários. Estamos usando um pedaço da verba do Richarlison para fazer frente a isso”, disse Marcus Vinicius Freire, CEO do clube.
Com um pouco mais de dinheiro para investir, a equipe tricolor espera fazer alguma reposição no elenco, que é considerado enxuto. Freire afirmou que devem haver novidades na próxima semana.
Enquanto aguarda reforços, a equipe se prepara para ir a campo na próxima segunda-feira (14). O Fluminense irá encarar o Santos, às 20h, no Pacaembu, em jogo válido pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Leo Burlá (Folhapress).




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