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terça-feira 22 agosto 2017
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Escolas mudam ensino para formar a geração do futuro

Foto: Thiago Coutinho/AT

Metodologias inovadoras estão sendo aplicadas, como uso de tecnologia, para desenvolver novas habilidades nos alunos

Preparar os alunos para o futuro no presente que muda constantemente é tarefa difícil para as escolas. Em um mundo dinâmico como o de hoje, é desafiador descobrir que tipo de informações que as crianças precisam ter para serem adultos bem-sucedidos.

É por isso que as escolas estão mudando a forma de ensinar. Salas de aulas diferentes, ambientes atrativos e tecnologia de ponta são recursos que estão aplicando para desenvolver habilidades e não mais apenas ensinar conteúdo.

Com as ideias inovadoras, colégios como a Escola Americana de Vitória (EAV) estão trazendo métodos pedagógicos diferentes para ensinar. De acordo com a diretora da escola, Andrea Buffara, o aprendizado não é mais baseado na simples memorização, mas na realização de projetos relevantes.

“O mundo está mudando, tudo está sendo automatizado, as pessoas vão ter de reinventar no futuro e a escola tem que preparar as crianças para isso. Desenvolvemos pedagogias que vão tornar a criança mais autônoma, criativa e preparada para resolver problemas”.

Na Escola Canadense, também conhecida como Maple Bear, um dos focos principais do método, inovador para Grande Vitória, é o desenvolvimento do ensino bilíngue. Segundo o diretor executivo da escola, Frank Barcellos, alfabetizar a criança em duas línguas maternas de forma igual a torna mais inteligente e preparada para o futuro, o que já foi comprovado em pesquisas científicas.

“O Canadá tem a melhor educação do mundo entre os países de língua inglesa de acordo com pesquisas educacionais. Então, trazemos o método para o Brasil para preparar melhor as crianças. Um dos diferenciais é a formação verdadeiramente bilíngue.”

Outra característica da inovação na escola são as salas de aula amplas e com centros de atividades que estimulam a autonomia das crianças desde a educação infantil.

Segundo a pedagoga Zil Alves, o objetivo da escola Upuerê é formar indivíduos capazes de produzir e criar. “Por isso, a escola estimula o interesse e a curiosidade das crianças, por meio de atividades onde elas constroem seu próprio conhecimento”.

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Alfabetização bilíngue

Foto: Antonio Moreira/AT

Alfabetização bilíngue e salas de aulas amplas com centros de atividades diferentes fazem parte do método aplicado na Escola Canadense, ou Maple Bear, que é baseado no ensino aplicado no Canadá.

As supervisoras pedagógicas Joyce Astori e a canadense Jéssica Clements destacam que o método canadense se destaca em pesquisas mundiais de ensino como o melhor do mundo.

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Laboratório

Foto: Antonio Moreira/AT

Um laboratório com impressoras 3D, com cortadoras a laser, ferramentas e programas, é o novo ambiente para a criação dos alunos do Leonardo da Vinci. Nele, os estudantes como Bruna Aoki, 16, Antônio Tolentino, 15, Chloé Sandoli, 14, e Luiz Gama, 14, vão desenvolver projetos com o professor Francis Monteiro.

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Reunião de negócios

Foto: Divulgação

Em reuniões de negócios, os alunos conversam, pesquisam e trocam experiências sobre ideias empreendedoras para serem colocadas em prática durante o semestre. Essa é uma das inovações no ensino de Empreendedorismo no Cesm, com a turma do 6º ano, orientados pela professora de educação física Islaine Loss.

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Desafio estimula a aprendizagem

Os métodos de ensino estão mudando e inovando as escolas porque a forma de aprender dos alunos dessa geração também mudou. O que estimulava o aprendizado no século passado não funciona mais hoje, é o que garantem os especialistas em educação.

A geração de jovens e crianças de hoje aprendem como desafio. Metodologias que usam a resolução de problemas como forma de aprendizado atraem mais atenção da geração que está sempre conectada e acessa informações o tempo todo.

“Método antigo não funciona mais. Hoje, a informação está ao alcance de qualquer um, então temos que ensinar as crianças a serem criativas, a pensar por si só. E por isso, as metodologias neste caminho são as mais procuradas”, destacou a diretora da Escola Americana de Vitória, Andera Buffara.

A robótica é usada para ensinar programação básica e outras habilidades. Foto: Reprodução

É nesse contexto, segundo o diretor do Colégio América, Juliano Campanha, que os desafios são aplicados. “Atrair o foco dessa geração é difícil e por isso mudar as dinâmicas são sempre importantes. Os alunos gostam de ser desafiados. Com o desafio eles ficam mais motivados a buscar respostas para os problemas propostos. Isso é muito interessante”, destacou.

E, segundo o médico neurologista e mestre em neurociência pela Universidade de Oxford, Martin Portner, quanto mais desafios, mais a criança se desenvolve e fica inteligente.

“A inteligência é a capacidade que o cérebro tem de resolver problemas. Quanto mais estímulos e experiências diferentes a criança tiver, mais criativa e inteligente ela vai ser.”

Além do estímulo, o desafio na aprendizagem ajuda o aluno a trabalhar em grupo, como destacou a diretora pedagógica do programa Zoom Espírito Santo, Ana Shirley. “Eles adoram o desafio, resolver o problema e com isso, além de desenvolver altas habilidades, eles também veem o outro como parte do processo”.

O Zoo é um programa de robótica oferecido pelo Colégio Salesiano para ensinar programação básica e outras habilidades.

O diretor administrativo do Centro Educacional Leonardo da Vinci, Victor Humberto Biasutti, destacou que na aprendizagem baseada em projetos, que é um dos métodos utilizados na escola, os alunos são convidados a pensar em problemas práticos a serem resolvidos. “Os professores têm o papel de facilitadores na busca de soluções para problemas reais”.

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Conteúdo com mais significado

Foto: Leone Iglesias/AT

Baseado na metodologia de projetos, os alunos do Colégio América são sempre desafiados a resolver problemas, principalmente nas aulas de robótica com o professor Philipe Schiavo, que ensina programação básica e lógica.

Sempre em grupo e com funções diferenciadas e definidas, os alunos são desafiados a resolver problemas do dia a dia com a construção de robôs de Lego, como explicou o diretor do colégio, Juliano Campanha.

“Esse tipo de metodologia ajuda a criança ou o adolescente a entender o processo de aprendizagem, ajuda a entender quando e como, no dia a dia, ele pode usar as informações que está aprendendo na escola. Dessa forma, o aprendizado tem muito mais significado para ele”, disse.

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Salas inovadoras

As salas de aulas estão passando por inovações. Com espaços maiores, bastante atrativas e com objetos ao alcance das crianças, as salas inovadoras têm o objetivo de estimular a criatividade e a autonomia das crianças.

Na escola Canadense, por exemplo, as salas são amplas, com 70 metros quadrados, com centros de atividades diferentes. De acordo com o diretor executivo da escola, Frank Barcellos, dessa forma a criança pode escolher o que quer fazer naquele momento e assim descobre suas afinidades, aquilo que a interessa mais. Assim, ela pode fazer suas escolhas e se tornar mais independe.

Na Escola Monteiro, as ruas se tornaram a sala de algumas turmas. Com o objetivo de despertar curiosidade pela cidade em que vivem, os alunos vão para a rua olhar a cidade. De acordo com o diretor da escola, Eduardo Costa, não é um passeio pedagógico direcionado, pois os alunos têm liberdade de conhecer, propor mudanças, analisar o espaço em que vivem.

Bilíngue

O ensino de linguagens também muda com as inovações. As crianças não aprendem o Inglês como uma segunda língua, e sim como a língua materna, junto com o Português.

Na escola Canadense, desde um ano de idade, as crianças são familiarizadas com a língua. Da mesma forma como acontece no Canadá, que as crianças são alfabetizadas em duas línguas. Para isso, todo o conteúdo, conversação, também é feito em inglês na escola.

NA Escola Americana de Vitória, método parecido será implantando em 2018. As aulas serão dadas todas em inglês para estimular o bilinguismo dos alunos.

Empreendedorismo

ter habilidade empreendedora será um dos requisitos fundamentais para o futuro. Por isso, a habilidade já virou disciplina, assim como Português e Matemática, em algumas escolas como o Colégio Pio XII. Já em outras, como o Centro Educacional Sonho Meu (Cesm), o empreendedorismo é estimulado em projetos como “Almoço de Negócios”, que estimula a criatividade e outras habilidades.

No Colégio UP, além do empreendedorismo, o projeto Viva Gentileza desenvolve a cidadania, o senso crítico e o voluntariado.

Resolução de problemas

Para estimular as crianças a buscarem formas criativas e diferenciadas de resolver problemas do dia a dia, algumas escolas estão buscando metodologias de resolução de problemas.

Um exemplo é o Colégio América que, em todas as disciplinas, incentiva os alunos a buscarem soluções incomuns para resolver problemas do dia a dia. De acordo com o diretor do colégio, Juliano Campanha dessa forma, o aluno entende o porquê daquilo que está aprendendo e como será a aplicação no dia a dia dele.

Desenvolve na criança a criatividade, a autonomia e, muitas vezes a liderança e o trabalho em equipe. Em todos os trabalhos, cada criança tem um papel importante para o andamento do grupo e para a resolução do problema proposto.

Laboratório de ideias

O Fabrication Laboratory é um conceito criado nos Estados Unidos e está sendo implantado em escolas da Grande Vitória. Eles são equipados com impressoras 3D, cortadores a laser e outros equipamentos para a criação e invenção dos alunos.

O laboratório é uma novidade no Centro Educacional Leonardo da Vinci. De acordo com o diretor administrativo, Victor Biasutti, no laboratório os alunos vão desenvolver projetos diversos, todos de forma interdisciplinar e orientados pelos professores.

Na Escola Monteiro, o laboratório já é uma realidade. De acordo com o diretor do colégio, Eduardo Costa, o objetivo é estimular a criatividade, o planejamento e as formas de execução para alcançar o objetivo.

Realidade simulada

Fazer com que o aluno aprenda na prática como será no dia a dia é um dos objetivos de algumas escolas com as mudanças nas metodologias. Cidades ou realidades simuladas ajudam as crianças a se familiarizarem com a situação, desperta o interesse e curiosidade para além do que é dito na escola.

No Seb Coc as crianças do infantil e Ensino fundamental I têm uma cidade simulada, com todos os aparelhos presentes na realidade. Prefeitura, casas, lojas, supermercados, bancos e outros equipamentos públicos ou privados. De acordo com a orientadora educacional Kamilla Rodrigues, isso faz com que o estudante entenda na prática como funciona o conteúdo. Além de exercerem a cidadania com a eleição de prefeito, secretários e vereadores da cidade simulada.

No Colégio Brasileiro de Excelência (COBE), a metodologia também é aplicada de forma semelhante. De acordo com o diretor Fernando Cobe, a experiência permite aos alunos vivenciarem na prática atividades do cotidiano e do espaço urbano, além do processo de socialização.

Na Crescer PDH a realidade simulada é a de um júri, no qual um assunto polêmico é colocado em discussão. Nessa perspectiva, eles adotam inúmeras ações, a exemplo da defesa de ideias, o poder de argumentação, o julgamento, a tomada de decisão, entre outras.

Ambiente de experimentações

Proporcionar novas experiências e estimular o aprendizado e a criatividade são os objetivos de alguns dos novos métodos de aprendizagem. Para isso, a Escola Americana de Vitória vai proporcionar espaços de experimentações para as crianças desde muito nova.

Na escola elas vão ter horta para cultivo e cuidado com as plantas. Haverá um playground móvel, onde as crianças poderão mudar os blocos de lugar e criar novos brinquedos todos os dias. De acordo com a diretora da escola Andera Buffara, com essa metodologia o local fica mais atrativo, estimula o uso da imaginação e da criatividade das crianças.

Novas tecnologias

O uso de novas tecnologias como robóticas, realidade aumentada e programação já fazem parte do currículo de escolas inovadoras.

No Centro Educacional Primeiro Mundo, os alunos podem contar com a caixa de areia com realidade aumentada e mostra relevos e ajuda a entender e visualizar o conteúdo.

No colégio América e Colégio Salesiano, a robótica está no currículo. Com o intuito de ensinar além da lógica, os alunos também têm noções de programação básica, que será essencial no futuro.

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A escola deve ousar mais para ensinar”

Max Haetinger: “Quando as escolas tentam inovar, sempre acho bom porque é uma tentativa de mudança”.

A opinião é do mestre em Educação Max Haetinger. Ele afirma que escola tem de ter mais coragem para ser diferente

As inovações nas escolas, principalmente na educação básica, estão só começando, segundo o mestre em Educação Max Haetinger.

E apesar de muitos avanços nos últimos anos, ele acredita que as escolas têm que ousar mais nas técnicas e metodologias de ensino para estimular as novas competências que serão exigidas no futuro. O professor destaca ainda que a criatividade é a principal delas.

A Tribuna – Porque há essa necessidade de mudança nos métodos aplicados nas escolas?

Max Haetinger – As máquinas passaram a memorizar. Hoje temos máquinas que gravam, memorizam, que guardam, que acessam a informação. Então, a memória se expande do humano para as máquinas. Não precisamos mais memorizar, precisamos saber como acessar e usar essas informações para resolver seus problemas. Hoje é mais profunda a aprendizagem, tem mais acesso a informações. E isso vai de conhecimento de bolos, que é uma coisa muito simples, a uma microcirurgia digital. Há acesso a qualquer informação, em instantes. No momento que a repetição é assumida completamente pelas máquinas, começa a valorização da criatividade. No entanto, eu só sou criativo se tiver uma bagagem de informação. Isso requer razão do mundo, possibilidade de interação, fundamento, conhecimento prévio, por isso que ele passa pela curiosidade, pela imaginação. E isso, só o homem faz.

E a escola do século passado não fazia isso? Não conseguia estimular essa criatividade?

A escola do século passado estimulava pouco a criatividade. Normalmente, as respostas que eram colocadas fora do padrão, eram consideradas erradas. Ainda hoje, isso acontece muito nas escolas. A criança que faz a conta fora da grade se pergunta o porquê não fez na grade. Desse modo, a criança entende que se fizer fora da grade está errado. Essa é uma coisa que a escola vai ter que se preparar. Para desenvolver a mente inovadora, criativa, não pode querer que ela decore um monte de bobeira. Ainda vivemos em dois mundos, a escola quer se diferente, mais ainda não tem coragem para ser diferente. Hoje, a escola tem que ousar mais para ensinar melhor.

Quando as escolas tentam inovar, sempre acho bom porque é uma tentativa de movimento, de mudança em um mundo que muda culturalmente muito. A única mudança que não é desejável para a educação, é a mudança que volta ao passado. No entanto, acredito que a escola tem que ter mais coragem para ser diferente.

E porque a criatividade está sendo tão valorizada para formar o profissional do futuro?

A criatividade é uma competência, ela tem que ser desenvolvida independente do método inovador escolhido pela escola. A criatividade, a imaginação e a capacidade de leitura são exemplos de competências para o mundo moderno. Claro, que a criatividade tem um destaque porque ela é uma competência muito importante nessa era. Ela está para a educação de hoje, como a memória estava na era passada. Ela não só perpassa a relação com o conhecimento, mas também possibilita um alto grau de empregabilidade, de colocação social e outros. Só o homem cria, só o homem consegue ter novas ideias do nada. Temos uma relação de criatividade que nem um outro ser ou equipamento tem ainda.

Hoje, desde o gestor ao piloto, todo mundo tem que ser criativo. Então, a criatividade deixa de ser uma habilidade e passa a ser uma grande competência humana. Todo mundo tem a capacidade de ser criativo. Agora, para desenvolver a criatividade requer várias micro-habilidades, como imaginação, curiosidade, tomadas de decisão, autorregulação, autoestima, autoimagem. E essa coisa a gente desenvolve na escola.

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Inovação no ensino público

Haroldo fala sobre metodologias novas.
Foto: Rodrigo Gavini/AT -15/02/2016

Com os avanços e a discussão por mudanças no ensino, as escolas públicas também estão buscando inovações em seus projetos e currículos para adaptar o ensino a uma nova geração de alunos.

Projetos integrados ao currículo e metodologia diferenciada no ensino integral são algumas das mudanças que as escolas públicas estão fazendo para adequar o ensino.

Na Secretária de Estado da Educação (Sedu), por exemplo, os alunos participam de um programa de estimulação ao empreendedorismo, característica que os especialistas defendem que será fundamental no futuro.

Utilizando a plataforma digital chamada DreamShaper, os estudantes e seus professores são estimulados a criar projetos com temáticas diversas. O programa é oferecido em 14 escolas.

“Além desse programa, nas Escolas Vivas temos os professores tutores, que é uma metodologia muito inovadora”, disse o secretário da Sedu, Haroldo Rocha.

Em Vitória, as inovações estão nas disciplinas eletivas, que são escolhidas pelos próprios alunos. Há disciplinas para estimular o empreendedorismo, o ensino, a língua e a lógica para alunos do ensino fundamental.

Em Vila Velha, os alunos têm a oportunidade de conhecer um conjunto de conceitos tecnológicos aplicados à educação por meio de um projeto de robótica no ensino fundamental.

Na Serra, a meditação tem sido ensinada para buscar melhor conhecimento dos alunos.

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Professor muda de papel, mas ainda é fundamental

Com tantas mudanças nos alunos, na escola e sala de aula, o papel do professor também muda. É o que garantem especialistas em tecnologia aplicada à educação.

De acordo com eles, os recursos tecnológicos estão mudando a forma de dar aula e o professor tem de aprender agregar isso à aula, mas ele sempre será indispensável.

“As metodologias, as tecnologias têm de ser as ferramentas e nunca o centro da sala de aula”, destacou a doutora e pesquisadora em Tecnologia Aplicada à Educação e Análise de Redes Sociais, Pollyana Notargiacomo.

De acordo com o presidente do Conselho Curador da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), Edgard Cornacchione, o professor vai ter o papel semelhante ao de um tutor em um futuro bem próximo. “Acredito que o professor ainda será fundamental, mas terá a função de conduzir o aluno ao conhecimento”.

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Novas técnicas na faculdade


Marcus Vinícius Lisboa Motta: “A ideia é fazer com que o aluno aprenda
a aprender.
O aluno tem
um papel
mais ativo. Chamamos de aprendizagem significativa”. Foto: Divulgação

Novas técnicas também vão mudar a forma como as faculdades vão ensinar o aluno em um futuro muito próximo. De acordo com o professor e doutor em Engenharia e pesquisador de sistemas educacionais, Messias Borges Silva, novas metodologias estão sendo estudadas e trazidas das grandes universidades do mundo.

“A pedagogia para essa nova geração é diferente, é baseada na sala de aula invertida, que tem um conceito diferente. Em vez do professor ficar à frente da sala de aula e o aluno parado em fila prestando atenção, quem fala são os alunos e o professor apenas orienta e coordena as discussões. O aluno é incentivado a estudar antes de ir para a aula”, explicou.

Na faculdade UCL, a dinâmica da sala de aula invertida já é utilizada nos cursos de Engenharia, como explicou o diretor da UCL Cariacica, Marcus Vinícius Lisboa Motta. “A ideia é fazer com que o aluno aprenda a aprender. O aluno tem um papel mais ativo. Ele compartilha suas ideias e propostas. Chamamos de aprendizagem significativa”.

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Reportagem especial de Lorrany Martins para o jornal A Tribuna do dia 06/08/2017




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