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terça-feira 19 setembro 2017
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Estado faz cerco nas divisas contra “novo cangaço”

Operação na fronteira entre ES e RJ, em Presidente Kennedy. Foto: Divulgação Sesp

Operação na fronteira entre ES e RJ, em Presidente Kennedy. Foto: Divulgação Sesp

O número de ações ousadas e violentas de organizações criminosas, conhecidas como novo cangaço, em estados como Minas Gerais e Bahia, fez acender o alerta no Espírito Santo. Para evitar que bandidos possam agir também no Estado, a polícia está fazendo cerco nas divisas.

De acordo com o secretário de Estado da Segurança Pública, André Garcia, como parte das operações Força Total, que têm acontecido periodicamente com aumento do efetivo da Polícia Militar nas ruas, serão feitas também operações nas divisas com Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

“No caso de Minas e Bahia, a preocupação nossa se deve ao aumento da incidência de explosão a agências e caixas eletrônicos, de quadrilhas chamadas de ‘cangaço moderno’. Por isso, estamos mantendo contato com as secretarias de segurança desses estados para saber onde essas quadrilhas estão atuando e nos precaver contra isso”, enfatizou.

Ele explicou que o novo cangaço, como é conhecido, é um tipo de crime comum em cidades menores,
com bandidos fortemente armados, que fazem reféns em suas ações, atacando, principalmente,
agências bancárias e dos Correios.

André Garcia destacou que no Estado esses casos não são comuns, apesar de já terem acontecido, segundo ele, de forma isolada. De acordo com o secretário, a ideia é que esses pontos de bloqueios sejam realizados sempre que acontecerem as Operações Força Total, trabalhando de forma integrada com policiais dos estados da divisa.

Um exemplo disso aconteceu ontem, em uma ação em Presidente Kennedy, com três pontos de bloqueio, em que policiais do Rio de Janeiro também participaram. O secretário ressaltou que as operações terão efeito surpresa, por isso não pode adiantar os pontos em que serão feitos bloqueios.

Ele ainda explicou que o serviço de inteligência será usado para eventuais abordagens direcionadas ou elas ainda podem ser por amostragem, com revistas a carros e pessoas, assim como serão feitas abordagens itinerantes (mudando de locais). “O objetivo é o controle da divisa, pois a presença policial
inibe a entrada de criminosos.”

Reportagem especial de Francine Spinassé, Hemerson Costa e Rafael Moura. Leia a íntegra no Jornal A Tribuna deste sábado.




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