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terça-feira 22 agosto 2017
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Funk sensual em escola revolta mães

Quando uma dona de casa chegou à Escola Municipal de Ensino Fundamental Marechal Mascarenhas de Moraes, em Maria Ortiz, Vitória, para entregar materiais para seus filhos de 7 e 10 anos, era hora do recreio. Mas nada de brincadeiras ou prática de esportes. Ela se deparou com alunas dançando, ao som de funk com letra sensual.

“Tocava funk em volume estridente. Já aconteceu do meu filho chegar em casa cantando ‘Bumbum vai em baixo, bumbum vai em cima’ e dizendo que isso toca na hora do recreio e ficou na cabeça dele. É uma situação terrível, um absurdo. Precisam parar de tocar funk sensual nas escolas”, reclama a dona de casa, que, assim como as mães ouvidas nesta reportagem, prefere não se identificar.

Há uma semana, A Tribuna reportou caso parecido na Escola Elzira Vivácqua, em Jardim Camburi, também na capital.

Uma administradora que tem uma filha de 6 anos estudando na Marechal Mascarenhas de Moraes disse que a pequena já chegou em casa cantando músicas com letras que remetem a sexo. “Não é essa a educação que minha filha recebe em casa. A escola é irresponsável! Desde que ela começou a estudar lá, percebo que está com comportamento mais sensualizado.”

Outra dona de casa, mãe de dois alunos, enfrenta realidade parecida e diz que a situação acontece há pelo menos três meses e as músicas são tocadas no projeto Rádio Escola. “Meus filhos contam que meninas estão dançando de forma sensual no recreio. Eles estão sendo obrigados a ouvir funk com letras que incitam sexualidade e machismo”, disse ela, revoltada.

Prefeitura vai discutir o tema em conselho escolar

A Prefeitura de Vitória disse que as ocorrências narradas pela reportagem foram pontuais, e que equipe técnica foi enviada à Escola Marechal Mascarenhas de Moraes.

Por meio de nota, a subsecretária de Gestão Administrativa e Financeira, Suely Mattos de Souza, disse que a direção da unidade já encaminhou o assunto para ser discutido junto ao Conselho de Escola e está sendo realizado um trabalho para que os alunos reflitam que o problema não é o estilo de música, mas sim o conteúdo. “Músicas com letras que apresentem este teor não serão tocadas. A questão será trabalhada diretamente em todo o universo escolar a partir de vários aspectos educativos e ferramentas pedagógicas.”

Já sobre o projeto Rádio Escola, a subsecretária defendeu que o mesmo promove o protagonismo estudantil e a expressão comunicativa e criativa, e é ferramenta de empoderamento e protagonismo.

A reportagem solicitou entrevista com a secretária municipal de Educação, Adriana Sperandio, mas foi informada que ela está num evento em São Paulo.

 

Lucas Rezende




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