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domingo 17 dezembro 2017
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Geração de novos bebês vai viver mais de 100 anos

O brasileiro está vivendo mais. De acordo com o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) a idade média do brasileiro que era de 45 anos, em 1940, deve chegar a 78 anos, em 2020. E os especialistas afirmam que a geração de novos bebês vai viver mais de 100 anos.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), até o final deste século, o mundo terá mais de 21 milhões de pessoas com 100 anos ou mais; e o Brasil ampliará sua população de centenários em mais de 110 vezes, para mais de 1,5 milhão, se seguir a tendência mundial de redução das taxas de natalidade e no número de óbitos.

E de acordo com os médicos, essa população centenária, além de viver muito, será saudável e ativa. “ O que buscamos hoje é uma longevidade saudável, tanto saúde física, que mantém a pessoa ativa, quanto mental, que é ela ter lucidez. Vejo hoje que as pessoas estão se preocupando muito mais com a saúde, a alimentação e isso é fundamental para um vida longa”, destacou a médica Blima De Rossi.

A presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) em São Paulo, Maisa Kairalla, ressaltou que é preciso pensar nos idosos e na geração que terá mais de 100 anos desde já. “Levando em consideração que a população idosa brasileira triplicará até 2050, chegando a mais de 66 milhões de pessoas, segundo o IBGE, é fundamental ter atenção quando o assunto é o envelhecimento ativo e saudável. O idoso precisa ser autônomo, independente e praticar atividades que tragam propósito ao seu dia a dia”.

Cuidados

E esses cuidados e preocupações já estão acontecendo no Estado, segundo a presidente da SBGG no Espírito Santo, Waleska Binda Wruck. “Antes tínhamos uma base muito jovem, hoje, com a redução da natalidade e da mortalidade, os idosos estão se tornando grande parte da população. E com o cuidado, com as doenças crônicas controladas, essa realidade será cada vez maior”, destacou.

Terceira idade está mais ativa

No passado chegar à terceira idade era motivo de preocupação para muitas pessoas, mas isso tem mudado, segundo os médicos. Chegar à maturidade se tornou o começo de um novo ciclo cheio de descobertas e aprendizado.

Por causa do desenvolvimento econômico e dos avanços tecnológicos, tanto na medicina quanto no saneamento básico, a expectativa de vida da população tem aumentando e, segundo os especialistas, a terceira idade está mais ativa e saudável do que nunca.

“Diferentemente do que acontecia há 20, 30 anos, métodos de diagnóstico precoce e tratamentos adequados fazem toda a diferença. Um diagnóstico de diabetes não é mais sinônimo de cegueira ou de insuficiência renal, desde que as intervenções sejam disponibilizadas a este paciente a tempo, com a segurança que o conhecimento médico hoje permite”, destacou o médico e presidente do Centro Internacional da Longevidade Brasil, Alexandre Kalache.

Os especialistas destacam ainda que o desenvolvimento de novos medicamentos, a imunoterapia e o controle de doenças crônicas como hipertensão e diabetes terão um papel importante na criação dessa geração que viverá mais de 100 anos. “A imunoterapia, por exemplo, com a criação das vacinas, ajudou muito na sobrevida e no aumento da expectativa do brasileiro. Com isso, menos pessoas morrem por causa de doenças e ficamos mais velhos”, salientou a presidente da SBGG no Espírito Santo, Waleska Binda Wruck.

Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), em São Paulo, mostrou que um dos motivos que contribuem para que as pessoas vivam mais é o cuidado com a saúde. Economicamente ativos e socialmente engajados, esse público anseia por um envelhecimento saudável e melhor qualidade de vida.

Dos idosos que responderam a pesquisa, 23% se alimentam de maneira adequada e 17% praticam exercícios regularmente. A pediatra neonatologista, Geisa Baptista Barros, frisou que saúde e longevidade caminham juntas. “Ela é resultado de um conjunto de entendimentos sobre o que é a saúde. O exercício físico e a alimentação são importantes para a longevidade, ser feliz e ter uma vida afetiva boa também são”.

Superação desde o início

Essa luta de voltar para a casa após o parto e deixar o filho no hospital, que a psicóloga Suellen Matos passou, é a de muitas mães de bebês prematuros. Mas, ontem, no Dia Mundial da Prematuridade, ela e outras famílias se emocionaram ao reviver os momentos de superação, na exposição fotográfica, que destaca 13 crianças que travaram uma batalha para sobreviver e hoje esbanjam saúde.

Criada pela fotógrafa e mãe Gabi Oliveira, a exposição “Pequenos Guerreiros” foi montada no Vitória Apart Hospital, na Serra, e mostra como os bebês vieram ao mundo – frágeis e debilitados – ao lado da imagem de como estão hoje, cerca de dois anos depois.

A dona de casa Renata Alves de Jesus Silva, de 39 anos, contou que viu um filme passar pela cabeça. Seu filho Victor Gabriel, hoje com dois anos, nasceu com 27 semanas. “Tive trombofilia e quando ele nasceu ficamos aqui 91 dias porque o pulmão dele precisava amadurecer. Foi um período turbulento que tínhamos que passar, mas graças a Deus acabou bem. Para outras mães que estão vivendo essa experiência, eu diria: vai passar!”, destacou.

Emocionada,a fotógrafa contou que se inspirou numa amiga. “Eu estou muito feliz, porque eu sou mãe e sei o que cada uma passou para chegar aqui. Estou feliz porque estou levando muita alegria. Cada foto conta uma história de vitória”, disse a profissional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lorrany Martins e Jéssica Cardoso




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