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sábado 21 outubro 2017
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Governo federal cancela Bolsa Família de 63.645

Bolsa Família

Um dos programas sociais mais importantes e polêmicos do País, o Bolsa Família teve um total de 63.645 benefícios cancelados para famílias do Estado, no acumulado dos últimos 12 meses. O período com mais cancelamentos foi julho deste ano, com 14.475, seguido de janeiro – também deste ano –, com 10.784, e novembro do ano passado – 7. 374 cancelamentos.

Segundo dados do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS), até o mês passado, 162.493 famílias do Estado são beneficiadas pelo programa. O número caiu mais de 13 mil em relação a outubro de 2016 – 1 85.671. Sobre a oscilação do alcance do Bolsa Família, o Ministério, por meio de nota, justificou que e a economia é variável, as famílias não recebem os mesmos valores e o repasse está atrelado a fatores como o número de membros familiares e a renda per capita.

O MDS destaca que as ações de fiscalização e controle têm permitido destinar e levar os recursos públicos às famílias que realmente precisam. Com isso, em setembro, a fila de famílias que estavam esperando para receber o benefício foi zerada pela quarta vez neste ano.

No País inteiro, foram incluídas mais de 218 mil famílias. Em setembro, o Ministério do Desenvolvimento Social repassou mais de R$ 2,4 bilhões a quase 13,5 milhões de famílias brasileiras.

Para o economista e coordenador-geral da Faculdade Pio XII, Marcelo Loyola Fraga, o Bolsa Família é um programa social importante, que tenta dar o mínimo de dignidade a famílias que vivem em extrema pobreza. “Porém, para que tenha eficácia e atinja os seus objetivos, ele deve ter caráter provisório para as famílias, para que as pessoas não se acomodem e dependam do programa indefinidamente”, ressaltou.

O economista também acredita que é necessário que haja um critério rigoroso de acompanhamento, para que não ocorram desvios e não sejam concedidas bolsas a quem não preenche os requisitos obrigatórios. “Além disso, programas como esse precisam estar acompanhados de programas de qualificação e de emprego para que as pessoas possam conseguir viver a médio prazo sem o auxílio da bolsa”, completou Fraga.

Caio Miranda




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