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domingo 19 novembro 2017
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Mãe se recusa a enterrar filha por acreditar que ela esteja viva

Mãe não acredita que filha morreu e se recusa a enterrá-la. Foto: reprodução

Mãe não acredita que filha morreu e se recusa a enterrá-la. Foto: reprodução

A mãe de uma adolescente de 18 anos que morreu há dois dias se recusa a enterrar a filha e a acreditar que ela tenha morrido de fato. Mesmo com o corpo da filha em um caixão e o laudo médico, Teresa Cristina Mendes, 48 anos, acredita que ela esteja viva.

Débora Isis Mendes de Gouveia morreu no dia 12 de novembro no Hospital Vida. Ela foi internada no Hospital Geral do Estado (HGE) no dia 6 de novembro com infecção urinária, mas seu caso se agravou, tendo uma infecção nos rins, e precisou ser transferida. A causa da morte presente na certidão de óbito é infecção renal. O corpo de Débora está em um caixão desde então, mas a família não quer realizar o enterro. A Polícia Civil foi acionada.

O caso acontece na cidade de Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. O irmão mais novo de Débora conta que ela deu entrada primeiro no Hospital IB Gato Falcão, onde teriam aplicado um soro sedativo que a fez convulsionar. Depois, a adolescente foi transferida para o HGE, onde foi constatado o quadro de infeção intestinal, urinária e generalizada.

A mãe destaca que há casos de catalepsia na família e, por isso, acredita que a filha esteja viva. “Esse problema acontece na família. Quando deu um ataque em mim eu tive uma dor muito forte na perna e eu fiquei assim, só retornei depois de quatro dias. Esse problema está se agravando e vem acontecendo na família”, disse.

Catalepsia é uma doença considerada rara em que o corpo fica imóvel e rígido podendo ser confundido com um cadáver.

Após a polícia ser acionada, o delegado Manuel Wanderley Cavalcante esteve no local e pediu uma nova avaliação médica para confirmar a morte de Débora. Com isso, o corpo foi levado para ser submetido a um necropsia no Instituto de Medicina Legal (IML) de Maceió. “Vamos verificar se está em óbito. E se for comprovado que o hospital liberou este corpo sem óbito, vamos responsabilizar o hospital. Vou instaurar procedimento de investigação”, disse.




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