Search
segunda-feira 20 novembro 2017
  • :
  • :

Motoristas entram na luta contra assédio no Transcol

transcol

Foto: Divulgação

Para ajudar mulheres no combate ao assédio nos ônibus, motoristas vão receber orientação e aprender a enfrentar e denunciar essa conduta. O treinamento vai acontecer através de uma parceria entre a Ceturb e o Sest- Senat. Ainda não foi definida qual será a orientação repassada aos motoristas, mas o secretário de Transportes e Obras, Paulo Ruy Carnelli, acredita que os profissionais terão papel fundamental na luta contra esse crime.

“Eles serão orientados para contribuir, pois dentro dos ônibus eles são autoridade. Queremos que eles estejam informados e preparados para que possam fazer a parte deles”, disse Carnelli.

O treinamento através de palestras faz parte da campanha “Só quem é mulher sabe, mas todo mundo pode ajudar”, lançada nesta segunda-feira (13) pelo governo do Estado. “Para estimular a denúncia, vamos fazer um trabalho de orientação com palestras, pois dentro do ônibus o motorista é o primeiro contato da passageira. Eles precisam saber como agir”, explicou a diretora de Operações da Ceturb, Rosane Giuberti.

“O assédio não pode ser visto como algo banalizado. Todo mundo tem o seu papel a cumprir para evitar essa situação. O transporte é público, mas o corpo da mulher não. Queremos mobilizar a sociedade para repudiar esse comportamento”, analisou Rosane.

O principal foco da campanha é justamente incentivar a denúncia. “A denúncia é importante para se ter registros oficiais e tomada de providência. Qualquer ato de cunho erótico precisa ser denunciado para evitar que o agressor continue com a prática e faça outras vítimas. Quando uma mulher denuncia, as outras se sentem motivadas”, disse a diretora da Ceturb.

E quem já passou pela experiência sabe como é constrangedor. A vendedora Aline Silva, 25 anos, diz que se sente sozinha e se tivesse com quem contar, se sentiria mais segura. “Quando você passa por uma situação de assédio dentro do ônibus ninguém ajuda. E ainda acham que você é a culpada da situação”, desabafa Aline, que já passou por situações inconvenientes diversas vezes no Transcol. “Nunca denunciei por sentir medo.”

Rafael Gomes e Tainá Campos

Confira a reportagem completa no Jornal A Tribuna desta segunda




  • Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *