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segunda-feira 20 novembro 2017
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“Não sei o que será do meu futuro daqui pra frente”, desabafa a mãe de Thayna

Clemilda de Jesus

“Eu queria ter acesso a ele. Eu diria que ele é um monstro, um verme…”. Foto: Luciana Pimentel

A mãe da menina Thayna Prado, Clemilda Aparecida de Jesus, conversou na tarde desta segunda-feira (13) com jornalistas na porta da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa, em Vitória. Clemilda está na delegacia para conversar com o delegado José Lopes, responsável pelo caso.

Aos jornalistas, Clemilda disse que a prisão de Ademir Lúcio Ferreira de Araújo, acusado de ter sequestrado a menina Thayna, representa um alívio para a família e para a sociedade. Mais cedo, pelas redes sociais, Clemilda comentou a prisão de Ademir.

“Ele quase foi embora. Por pouco ele foi embora. Pelo menos isso (a prisão dele). Eu não vou ter a oportunidade de colocar as mãos em cima dele, mas, só de saber que ele não vai fazer isso com criança nenhuma mais, já é um conforto”, afirmou.

Em meio a uma “mistura de sentimentos”, como ela classificou, Clemilda disse ainda que, mesmo sabendo que não é possível, gostaria de conversar pessoalmente com o acusado.

“Eu queria ter acesso a ele. Eu diria que ele é um monstro, um verme… ele não conhecia a minha filha. Eu não conhecia ele. Eu quero que ele diga na minha frente, olhando para mim”, contou.

A mãe de Thayna desabafou ainda sobre a informação, dada em depoimento de Ademir à Polícia, de que ele ofereceu dinheiro a menina em troca de sexo. “Ele teve a coragem de oferecer 50 reais para ela. Se eu pego, o mato”, esbravejou.

Ao final da conversa com os jornalistas, Clemilda foi questionada sobre como será os seus dias daqui pra frente, a partir da prisão de Ademir. Emocionada, ela se limitou a dizer “Eu não sei, eu não parei para pensar nisso ainda… Estou aqui a base de uma adrenalina que eu não sei o que é ainda. Eu não pensei ainda…”, disse chorando, antes de ser amparada.

 

Weslei Radavelli, com informações de Leone Oliveira




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