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Quem tem medo da educação a distância?
Tribuna Livre

Quem tem medo da educação a distância?

Henrique Sartori de Almeida Prado (Foto: Tribuna Livre)
Henrique Sartori de Almeida Prado (Foto: Tribuna Livre)
A educação a distância é diretriz e integra a base da educação brasileira como uma modalidade reconhecida. Em 2005, um decreto apresentou parâmetros de qualidade e de segurança para um meio acadêmico que já inovava, em termos de oferta e experimentações.

Esta norma, que foi recentemente modernizada, já indicava a possibilidade de aplicação de processos de ensino e aprendizagem, por meio de uma mediação didático-pedagógica sempre muito demandada, pouco explorada e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, incentivada.

Desde então, a modalidade da educação a distância (EAD) no Brasil evoluiu de forma muito tímida na educação básica e de forma bem intensificada na educação superior.

Nota-se ao analisar os dados dos censos da Educação Superior que, já no ano de 2007, a base de alunos declarados nesta modalidade representava 7% dos matriculados. Dez anos depois, esta base triplicou de tamanho, alcançando 21,2%, perfazendo mais de 1,7 milhão de alunos.

Segundo dados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2017, a distribuição do conceito 3 (de uma escala entre 1 a 5) entre as modalidades presencial e a distância é praticamente igual para os cursos avaliados naquele ciclo.

Os dados mostram ainda que, como fator de impacto social dos cursos de EAD, quase 80% dos alunos inseridos nesta modalidade trabalham e que 77% são mulheres, reforçando o caráter inclusivo desta modalidade.

Por mais que em uma década a modalidade tenha crescido em números que sustentam o ingresso, matrícula e permanência na educação superior, também cresce o número de atores descontentes com a oferta desses cursos superiores.

Com o discurso pautado na falta de qualidade ou na preparação inadequada dos currículos dos cursos, sobretudo na área da saúde, muitos que desconhecem as regras ou até mesmo a sala de aula, investem críticas contra a modalidade, como é o caso dos conselhos de profissão regulamentada.

Falamos aqui de uma parcela diminuta da sociedade, mas que consegue, a seu modo, garantir que o debate míope contra a modalidade esteja sempre calçado na desconfiança de quem não educa, mas de quem regula o exercício de uma determinada profissão.

Contudo, quando agregam valor aos seus inscritos, esses conselhos são importantes para acompanhar o desenvolvimento de seus profissionais e o combate do exercício irregular da profissão, mas quando tentam indicar os rumos da formação, confundem a sua missão de ser, principalmente quando buscam pautar esses pontos fora das devidas instâncias.

A modalidade a distância é um avanço para a educação brasileira, pois garante ao aluno, ao professor e as instituições de ensino devidamente habilitadas, a liberdade de escolha, o melhor aproveitamento do seu tempo e das tecnologias disponíveis e que, subsidia, por meio de metodologias inovadoras de comunicação e informação, um acesso mais célere e dinâmico aos currículos e conteúdos dos mais diversos cursos.

Se a educação brasileira já fez a sua escolha e se adaptou aos novos tempos, por que continuam a ter medo da educação a distância?

Neste caso é melhor ter medo de quem tem medo.

Henrique Sartori de Almeida Prado é chanceler do Grupo Estácio. Foi secretário-executivo do MEC

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