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domingo 17 dezembro 2017
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‘Se não tiver voto, melhor não votar’, diz Maia sobre reforma da Previdência

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quarta-feira (6) que rejeita a ideia do Palácio do Planalto de colocar a reforma da Previdência em votação sem garantia de vitória.

“Se não tiver voto, melhor não votar”, disse Maia à reportagem, quando questionado se concordava com a intenção do governo Michel Temer de pautar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com menos de 308 votos, o mínimo necessário para aprovar a proposta em dois turnos.

Mais cedo, em reunião com aliados, Temer decidiu reduzir o piso e esperar contabilizar ao menos 290 votos favoráveis. Maia disse que isso gera uma expectativa de derrota, o que é uma sinalização negativa para o mercado. “Não vou votar com expectativa de derrota. Ir para uma votação com clareza de derrota apenas para ter uma data, a gente vai estar gerando uma sinalização de que não há na Câmara uma responsabilidade fiscal majoritária, e há”, afirmou Maia.

Enquete feita pela Folha de S.Paulo com deputados entre os dias 27 de novembro e 1º de dezembro apontou que ao menos 220 parlamentares devem votar contra a proposta de reforma, o que inviabiliza a meta de 308 votos favoráveis.

O governo resolveu baixar a meta de 330 votos diante das dificuldades que os deputados têm apresentado em apoiar a medida. Durante encontro no Palácio da Alvorada nesta quarta, Temer pediu empenho dos aliados para que uma contagem mais objetiva de votos seja feita em reunião agendada para esta noite.

A reunião desta manhã esfriou o clima de otimismo que tomava o governo e o mercado desde o início da semana. O café da manhã deixou claro aos líderes da base e ao próprio Temer que ainda não há votos suficientes para aprovar a reforma da Previdência este ano.

Segundo parlamentares que participaram da reunião, o cenário atual é de cerca de 260 votos, mesmo patamar que era considerado nesta terça-feira (5). “A gente está com dificuldade em todos os partidos”, disse o presidente da Câmara.

 

DANIEL CARVALHO (FOLHAPRESS)




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