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domingo 17 dezembro 2017
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Tribuna Livre: Sistema Koban

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

por: Sandro Roberto Campos

 

“A filosofia comunitária não é algo novo para a PM do Espírito Santo: é construção gradual e contínua”

 

O sistema de policiamento comunitário denominado Koban é considerado um dos mais antigos do mundo. Remonta da era meiji, mais precisamente do ano de 1874, quando o primeiro posto policial japonês foi implantado. Em 2016, cerca de 13.000 postos policiais estavam distribuídos em todo território daquele país.

As características dessa metodologia de policiamento – a continuidade e a aproximação – acenderam uma chama de atenção no Brasil.

A Polícia Militar do Estado de São Paulo adotou parceria com a Polícia Nacional do Japão, na década de 2000, e ao longo dessa jornada, realizou capacitações e adaptações ao modelo.

A Senasp entendeu como relevante a difusão das atividades em âmbito nacional e promoveu Acordos de Cooperações Técnicas celebrados com as Secretarias de Segurança Pública e Polícias Militares.

No Espírito Santo já foram realizados cinco seminários internacionais de polícia comunitária, estando a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) à frente de suas organizações e coordenações.

Em sua quinta edição, o seminário foi realizado de forma abrangente. Com um público de mais de 200 profissionais de segurança pública, a PMES participou majoritariamente com 140 policiais militares em função da extensão de suas atividades.

O Seminário liderado pela Polícia Militar foi organizado em parceria com a Secretaria Municipal de Defesa Social de Serra e recebeu as suas guardas municipais e de outras localidades, como de Vitória, Vila Velha, Anchieta e Cachoeiro de Itapemirim.

O evento contou com palestras da perita de longo prazo da Polícia Nacional do Japão, Hisami Ohashi, capitã Fabiane Painele Publio, da PMESP, com a temática “Experiências Práticas de Policiamento Comunitário em São Paulo” e o tenente-coronel Alexandre Magno de Oliveira, da PMMG, com o tema “Incorporação da Polícia Comunitária em Minas Gerais”.

Os seminários refletem o resultado de algo maior. Somente no último acordo – 2015/2018 – foram capacitados 40 oficiais da PMES. Todos realizaram o Curso Internacional de Polícia Comunitária juntamente com policiais de países da América Central e outros estados.

Quatro de nossos oficiais realizaram o curso de Operador de Polícia Comunitária no Japão. Nesse momento, um capitão da PMES está em Tóquio realizando o mesmo curso.

A filosofia comunitária não é algo novo para a Polícia Militar do Espírito Santo: é uma construção gradual e contínua.
Desde a década de 1990, a Instituição vem adotando práticas mais diversificadas com foco na aproximação da polícia com as comunidades e capacitando seus profissionais.

Enfim, é preciso que o poder público e a sociedade possam andar de mãos dadas, estabelecendo diálogo mutuamente respeitoso, qualificando as relações institucionais, intersetoriais e interdisciplinares sadias e construtivas.

Falar em polícia comunitária é adotar medidas de orientação e construção da paz coletiva.

 

Sandro Roberto Campos é major e chefe da Divisão de Polícia Comunitária da Polícia Militar do Espírito Santo

 

A seção Tribuna Livre é publicada diariamente no jornal A Tribuna. Colaborações para a coluna devem ser enviadas para [email protected]




  • One thought on “Tribuna Livre: Sistema Koban

    1. gladson santos

      companheiro, acho brilhante o trabalho policial, mas na verdade, com as minhas noções de OM, trânsito na justiça e na policia de rua e de gabinete, afirmo ser um problema de responsabilidade, temos de ter áreas mais ou menos delimitadas, policiais, delegacia, promotor e juiz, temos de saber com quem falamos, quem manda, e quem tem a obrigação de prestar o nobre serviço segurança, veja que nas cidades do interior a policia funciona melhor, e o policia trabalha melhor, na grande vitória as autoridade se confundem e fica um esperando pelo outro, não vemos ou sabemos ser o promotor ou o juiz.

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